Nossos dias são poucos e podem ser
melhor empregados fazendo coisas boas do que discutindo assuntos que, na
melhor das hipóteses, são de menor importância. Os antigos estudiosos
causaram muito prejuízo com a incessante discussão de assuntos sem
nenhuma importância prática; e nossas igrejas travam pequenas batalhas
sobre pontos abstratos e questões sem importância. Depois de dizer tudo o
que pode ser dito, nenhum dos lados fica mais sábio e assim, a
discussão não acrescenta mais conhecimento do que o amor, e é loucura
semear num campo tão estéril.
Questões sobre pontos onde há silêncio
nas Escrituras; sobre mistérios que só pertencem a Deus; sobre
profecias de interpretação duvidosa; e sobre o modo de observar
cerimoniais humanos são loucura, e os sábios as evitam. Nosso problema
não é nem fazer, nem responder a tais questões, mas evitá-las todas; e
se observarmos os preceitos dos apóstolos (Tito 3:8), sendo diligentes
em fazer coisas boas, ficaremos ocupados demais para ter qualquer
interesse em discussões inúteis, contenciosas e desnecessárias.
No entanto, há algumas questões que
são o oposto da loucura, as quais não devemos evitar, mas conhecer
honesta e verdadeiramente, tais como: Creio no Senhor Jesus Cristo?
Minha mente é renovada? Ando segundo a carne ou segundo o Espírito?
Estou crescendo na graça? Minhas conversas embelezam o ensino de Deus,
meu Salvador? Estou aguardando a vinda do Senhor, e vigiando como
deveria um servo que espera por seu mestre? Que mais posso fazer por
Jesus?
Tais questões exigem nossa atenção
imediata; e se somos dados a contestações, voltemos nossa habilidade
crítica para algo muito mais proveitoso. Sejamos pacificadores e
tentemos induzir outros, tanto por nossos preceitos quanto por nosso
exemplo, a “evitar questões insensatas”.
FONTE: CharlesHaddonSpurgeon.com

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