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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Que tipo de pessoa estou me tornando?

Somos capazes de nos orgulhar de coisas em nós que são essencialmente vergonhosas.
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No penúltimo jogo da sua carreira, prestes a abandonar as quadras, André Agassi descreveu uma interessante jornada por suas memórias. Mentalmente, viu dentro de si a criança que um dia foi, rebatendo bolinhas como louco, para alimentar um sonho que não era seu. Lembrou-se dos altos e baixos, das dores e alegrias, de tudo quanto fizera até chegar àquela condição – um homem rico, famoso e consagrado. A criança do passado fora substituída por um superastro, mas ele não pôde deixar de fazer a si mesmo um inquietante questionamento: será que a pessoa que havia se tornado era alguém de quem o menino que ainda trazia consigo teria orgulho? Por outras palavras: ele realmente poderia se orgulhar da pessoa que havia se tornado?
Experiências boas e ruins vão compondo nossa jornada. Elas podem nos transformar em um indivíduo a ser detestado por nós mesmos ou pelos outros ou em alguém que nada mais é que uma versão madura e bonita da criança que um dia fomos. Acontece que podemos nos tornar uma pessoa deformada e detestável e, ainda assim, gostarmos desta versão de nós mesmos. Somos capazes de nos orgulhar de coisas em nós que são essencialmente vergonhosas. Por isso mesmo, uma segunda reflexão, ainda mais desafiadora, nos é colocada. Será que estamos nos transformando na pessoa que Deus deseja que sejamos?
Em sua infinita sabedoria, Deus encontrou uma maneira emblemática de nos ensinar isso. Um dia, no passado, ele mandou um de seus profetas entre o povo de Israel, Jeremias, visitar o atelier de um ceramista. Lá chegando, ele viu as hábeis mãos do oleiro transformar lama e barro em lindos vasos. Aquela matéria prima disforme e de aspecto desagradável, nada mais que terra misturada à água, virava verdadeiras obras de arte. Deus queria que o profeta e todos nós víssemos que esta era a história dele conosco. Sim, não importa que sejamos apenas lama, mas sim, aquilo em que podemos nos tornar – vasos de barro, feitos para a glória do Senhor.
A pergunta crucial, que cada um de nós deve responder a si mesmo, é: Que tipo de pessoa estou me tornando?
Autor: Eduardo Rosa
Cristianismo Hoje
Texto completo em http://www.adiberj.org/

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