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domingo, 13 de novembro de 2011

Eu estou farto! Basta!


Eu estou farto.
Farto de querer viver um Evangelho simples e sempre quererem complicar.
Farto de ver gente achando que ser cristão não exige esforço.
Farto de ver hipócritas pondo o dedo na cara das instituições religiosas mas faturando uma grana com seus sites antirreligião.
Farto de ver crentes que pecaram feio acusarem quem os exorta de legalistas para justificar seu pecado não-abandonado.
Farto da diabólica Teologia da Prosperidade.
Farto de expressões antibíblicas da herética Confissão Positiva, como “eu decreto…”, “eu declaro…”, “eu tomo posse…”
Farto de ouvir a expressão “em nome de Jesus” ser usada como “abracadabra”.
Farto de conselhos de presbíteros que tratam pastores como funcionários.
Farto de pessoas que nunca leram a Biblia quererem ficar ensinando cristianismo a partir de experiências pessoais.
Farto de gente que diz “eis que te digo” sem que Deus tenha dito nada.
Farto de blogueiros aspirantes a palestrantes que querem se promover para serem convidados a falar em conferências teológicas.
Farto da vaidade gospel.
Farto de cantores gospel sem nenhum compromisso com o Evangelho.
Farto de letras de musicas gospel que em vez de exaltar Deus ficam pedindo a Ele para nos saciar após ter um romance conosco e abominações parecidas.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de pastores que tratam a membresia como se fosse propriedade sua.
Basta de membros que vivem detonando seus pastores pelas costas.
Basta de pastores-poetas inventores de falsos evangelhos que destituem Deus de sua soberania.
Basta de cristãos preguiçosos que dizem que estudar Teologia deixa o crente frio.
Basta de teólogos que não vivem na dimensão do sobrenatural de Deus.
Basta da Teologia Liberal e seus absurdos.
Basta de se preocupar mais com o número de membros do que com a qualidade dos membros.
Basta de apelos que forjam falsas salvações só porque alguém foi à frente e levantou a mão.
Basta de achar que discipulado são meia dúzia de aulas sobre a fé, em vez de uma longa caminhada pessoal do cristão maduro com o novo-convertido.
Basta de impostações artificiais de voz na hora da pregação, simulando autoridade divina.
Basta de gente que sobe ao púlpito para fazer propaganda de livros, CDs e DVDs.
Basta de gente que nunca pegou um livro de História da Igreja e quer discutir sobre a Igreja dos nossos dias, repetindo os mesmos erros do passado.
Basta de jovens cristãos cheios de testosterona que querem revolucionar a Igreja mas não sabem de cor nem ao menos o fruto do espírito, os Dez Mandamentos ou os Profetas Menores.
Basta de achar que combater o diabo é mais importante que proclamar Cristo.
Basta de achar que o diabo manda mais na Terra do que Deus.
Basta de achar que algum pastor ou teólogo não possa falar enormes baboseiras bíblicas só porque ele tem mais followers no twitter ou amigos no Facebook.

Basta. Estou farto.
Estou farto de gente que fala mal de seus líderes pelas costas.
Estou farto do reteté vazio e sem sentido.
Estou farto de emergentes que acham que Jesus tem que dançar tecnopop para ganhar almas.
Estou farto do amor antibiico do universalismo.
Estou farto dos falsos Jesus ensinados por falsos mestres.
Estou farto de cristãos que condenam todos os pastores e todas as igejas porque tiveram uma ou duas más experiências.
Estou farto de cristãos que chamam outros de “fariseus” porque estes são obedientes ao que a Biblia diz.
Estou farto dos que dizem que Deus só é amor e fogem da verdade de que Ele também é justiça e se ira.
Estou farto de gente que constrói Deus segundo suas conveniências pessoais.
Estou farto de igrejas domésticas que acham que são mais autênticas só porque se chamam de “comunidades” e não pertencem a nenhuma denominação.
Estou farto de programas “evangélicos” na TV.
Estou farto da ignorância histórica que leva muitos a achar que o mal da Igreja são os templos.
Estou farto de gente que inventa que foi ao Céu ou ao Inferno para ganhar dinheiro vendendo livros ou dando testemunhos.
Estou farto de testemunhos e milagres inventados.
Estou farto de gente que acha que precisa “ajudar” Deus seja lá no que for.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de cristãos querendo aparecer na igreja.
Basta de disputas políticas de baixíssimo nível em Convenções de denominações religiosas.
Basta de cristãos que buscam o poder humano.
Basta de gente que acha que pode ser cristão e maçom ao mesmo tempo.
Basta de jovens que acham que sabem tudo sobre a fé sem nunca ter pego a Bíblia.
Basta de condenar ao inferno a ortodoxia cristã que segue o que o próprio Cristo defendeu.
Basta de fingir que o inferno não existe.
Basta de novas denominações.
Basta de uma suposta união de diferentes setores da igreja em torno não de assuntos espirituais, mas de objetivos humanos.
Basta de grupecos que racham com igrejas por se achar os bastiões da fé verdadeira.
Basta da ignorância histórica e bíblica de que leva a achar que a Igreja primitiva era perfeita.
Basta de fingir que nas catacumbas dos primeiros séculos de cristianismo não havia desenhos e imagens.
Basta de marxismo travestido de cristianismo.
Basta de neoliberalismo travestido de cristianismo.
Basta de gente que peca justificando-se com a graça de Deus em vez de cair chorando de arrependimento.
Basta de pregações de autoajuda.
Basta de unções diabólicas de 900 reais.
Basta de empresários gananciosos disfarçados de pastores.
Basta de falsos pastores que manipulam a boa-fé do povo para faturar em cima.
Basta de a Igreja querer se misturar com o Governo.
Basta. Estou farto.
Estou farto do cristão que acha que Jesus encarnou no mundo, morreu e ressuscitou só pra fazer ação social.
Estou farto de cristãos que acham que Jesus encarnou no mundo, morreu e ressuscitou para acabar com a miséria do país.
Estou farto de cristãos que acham que Jesus encarnou para nos fazer milionários.
Estou farto de cristãos que só pensam em dinheiro.
Estou farto de cristãos que usam a Igreja para ganhar dinheiro ilícito.
Estou farto de sacerdotes que traem tão excelente chamado para se candidatar a cargos políticos.
Estou farto de pastores que pedem dinheiro ao tráfico de drogas para erguer igrejas.
Estou farto de pastores que cedem os púlpitos para candidatos fazerem propaganda política.
Estou farto de cristãos discipulados por corinhos da moda.
Estou farto de crentes que prestam serviço sem dar nota fiscal.
Estou farto de seminaristas que colam na prova.
Estou farto de seminaristas que dizem não ter tempo para estudar mas nunca perdem o jogo de 4a feira à noite na TV ou a novela das oito.
Estou farto de programas de TV que se dizem evangelísticos mas que na verdade servem para vender produtos e divulgar igrejas.
Estou farto de celebridades gospel que usam a fama para faturar em vez de promover Jesus.
Estou farto de cristãos que acham que orar não basta, é preciso ser ativista.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de igrejas que se maqueiam de muderninhas pra atrair jovens.
Basta de raves gospel.
Basta de tratar o Evangelho Sagrado como se fosse “uma coisa maneira”.
Basta de dizer que “religião” é sinônimo de “religiosidade”.
Basta de palavras fora do contexto.
Basta de pregações fora do contexto.
Basta de dizer que a instituição igreja e institucionalização farisaica da fé são a mesma coisa.
Basta de cristãos que esquartejam o Corpo de Cristo em “nós somos os da graça” e “eles os da religião”.
Basta de pastores arrogantes.
Basta de crentes arrogantes.
Basta de achar que Cristo gosta que pastores berrem e esbravejem na TV.
Basta de marchas inócuas para Jesus.
Basta de louvor no volume máximo à noite incomodando toda a vizinhança.
Basta de crentes que ofendem o não cristão em nome de evangelismo.
Basta de contestar o dizimo bíblico.
Basta de adesivos com versículos bíblicos em carros que ultrapassam o sinal vermelho e fazem bandalhas.
Basta de achar que ser cristão é só ir ao culto.
Basta. Estou farto.
Farto de igrejas que investem seu dinheiro naquilo que não glorifica Deus.
Farto de pastores que usam o dízimo sagrado para fazer negócios que em nada dignificam o nome do Senhor.
Farto de cristãos que passam cheques sem fundos.
Farto de líderes que fazem propaganda de políticos em troca de benefícios materiais.
Farto de pastores que se preocupam mais com construção de paredes do que pastorear ovelhas.
Farto de um cristianismo mais ligado à terra que ao Céu.
Farto de barbaridades feitas em nome de anjos.
Farto de crianças pregadoras.
Farto do joio.
Farto do trigo abusador.
Farto de grupos de dança de igreja que só servem para agradar homens e atrapalham o culto.
Farto de músicos de igreja que se mandam eles pararem de tocar abandonam a igreja.
Farto de crente que gosta de aparecer.
Farto de haver tantas coisas ligadas à fé que me fazem estar farto com tantas coisas ligadas à fé.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.
Eu estou farto de gente que diz “eu estou farto” e “basta” mas não faz nada para mudar o que está errado.
Mas…

…meu consolo é que acredito piamente que Deus também está farto de tudo isso.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
***
Maurício Zágari é editor do excelente blog Apenas

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Marketing nas Igrejas


Na busca frenética por manter a igreja lotada, por estar na moda, muitos estão se afastando do Evangelho e envenenando a igreja com práticas próprias de um clube social. Criticam as igrejas tradicionais e dizem que estamos fora de moda, fora da modernidade, mas nada disso importa. O que verdadeiramente importa é que permaneçamos dentro da vontade de Deus. 
Paz a todos. 




domingo, 6 de novembro de 2011

Encarando os conflitos da vida




Basta ser um organismo vivo para que se tenha de enfrentar crises. Por isso, é possível afirmar que viver é administrar crises. Elas são de inúmeras ordens: Social, política, profissional, afetiva, existencial, financeira, de relacionamentos interpessoais, etc. Em família vivem-se conflitos de tal monta que sociólogos chegam mesmo a vaticinar o fim dessa instituição.
Conquanto sejam os conflitos um fato normal na vida do homem, cresce, infelizmente, a incapacidade de resolvê-los por não se saber encará-los de forma sábia e criativa. Erich Fromm, famoso psiquiatra, concluiu que “o homem prefere fugir a lutar”.
Para aqueles que têm experimentado a nova vida com Jesus, os conflitos passam a ser abordados buscando-se ajuda na Palavra de Deus, e os consequentes resultados hão de confirmar que realmente “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”. Em casa, no trabalho, na escola, esse procedimento é valioso na aproximação das pessoas em dificuldade e na extração das lições que nos serão valiosas em outras situações difíceis, que por certo surgirão.
Sem dúvida, enquanto vivermos, estaremos administrando conflitos de todos os tipos. Evitá-los é dar prevalência à fuga, ao escape, opção cômoda, medíocre, como, se ao invés de sermos discípulos de Cristo, nossa esperança, o fôssemos de Epicuro, o filósofo grego do IV século a.C., que orientava esquecer uma grande dor com a lembrança de coisas boas já vividas. Mas, sendo a dor insuportável, a solução prática e sumária era: “Suicide-se”. Isto é, adeus credores, adeus desemprego, adeus problemas familiares!
Por outro lado, enfrentar os impasses de maneira cristã, a saber, encarando-os como oportunidade de crescimento pessoal, possibilita-nos adquirir melhores condições de entender e abençoar os que nos cercam, com demonstrações de amor fraternal que se evidenciam através da brandura, da humildade, da compreensão, do respeito, virtudes indispensáveis a uma melhor qualidade nas relações interpessoais. O apóstolo Paulo aconselha “nada faça por contenda ou por vanglória, mas com humildade, cada um considere o outro superior a si mesmo”.
Certamente, quanto mais formos cristãos amadurecidos e mais sensíveis à boa, agradável e perfeita vontade de Deus, tanto mais próximos estaremos uns dos outros, e receberemos do Senhor a força de que nós mesmos não dispomos, para os enfrentamentos e as superações dos conflitos da vida. A caminhada que nos está proposta será mais suavemente trilhada.


ELI FERNANDES DE OLIVEIRA
Pastor da IB da Liberdade (SP)
3° vice-presidente da CBB


Fonte: www.batistas.com

 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sobre o cristianismo primitivo

"Os cristãos vivem na própria pátria, mas como estrangeiros. Participam de tudo como cidadãos e tudo suportam como peregrinos. Consideram toda a terra estrangeira como sua pátria, e a própria pátria como terra estrangeira. Vivem aqui na terra, mas são cidadãos do Céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com o exemplo de suas vidas, superam as leis."

(Flávio Josefo, Século II)

http://renas.org.br